
Há pouco mais de um mês, a notícia da guerra entre Rússia e Ucrânia pegou o mundo inteiro de surpresa, quando todos supostamente esperavam o fim da pandemia de Covid. Os impactos negativos desse conflito são vistos diariamente na mídia. Como se não bastasse, não é só a Ucrânia que sofre com inúmeras perdas de vidas e com a destruição crescente de cidades inteiras: o mundo todo, de alguma forma, também está sendo afetado.
No Brasil, produtos como o trigo, no setor de alimentos, do qual consumimos 60% das exportações russas, já estão mais caros com o aumento da inflação global e, como consequência, as classes mais pobres são as mais afetadas. No mundo, Rogério Studart, Senior Fellow do Núcleo de Economia Política do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), considera que os países mais vulneráveis economicamente também podem sofrer ainda mais com a alta dos preços dos alimentos, seguidos pelos países que dependem muito das fontes de energia russas. Vale lembrar que a Rússia responde por 3% do PIB global, enquanto a Ucrânia responde por apenas 0,14%
As negociações recentes sobre um possível tratado de paz iminente entre os países podem ser uma grande aliada para que a alta de determinados preços em nível global, como os do setor de alimentos, tenha chance de melhora nos próximos meses. No entanto, até o fechamento deste artigo, infelizmente os ataques mútuos entre Ucrânia e Rússia ainda são uma realidade. Se você faz parte do universo da pesquisa e tem projetos nesse segmento, é muito importante ter no radar a projeção dos próximos meses para o mercado e os impactos na intenção e no poder de compra.
