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Cenários pós-pandemia

Chegamos em 2021 ainda vivendo uma pandemia que parece não ter fim, mas os primeiros passos de recuperação já parecem estar surgindo com as primeiras doses da vacina. E nessa nova fase, volta o questionamento sobre o que podemos esperar para o pós-covid-19?

O Coronavírus nos fez mudar vários hábitos em diferentes aspectos do nosso dia a dia, no trabalho, lazer, relações, etc. Algumas dessas mudanças tendem a se manter na nova realidade que passaremos a viver, assim como afirma o biólogo Atila Iamarino “O mundo mudou, e aquele mundo (de antes do coronavírus) não existe mais. A nossa vida vai mudar muito daqui para a frente, e alguém que tenta manter o status quo de 2019 é alguém que ainda não aceitou essa nova realidade”.

No universo do trabalho, o que mais desponta como tendência não é mais o modelo de home-office, que apesar de ainda estar sendo bastante adotado pelas empresas, já mostrou algumas fraquezas e vem perdendo espaço para o trabalho híbrido, no qual o colaborador trabalha alguns dias em casa e outros presencialmente. Segundo uma pesquisa realizada pela Revelo, empresa que conecta organizações a profissionais em busca de oportunidades, 50% dos profissionais ainda preferem o home-office, enquanto os outros 50% já preferem o modelo híbrido.

A forma de consumir é outra realidade que passou por mudanças que devem permanecer. Para a Copenhagen Institute for Futures Studies o “menos é mais” irá fazer parte do hábito do consumidor daqui para a frente, não só por conta das dificuldades financeiras impostas pela pandemia, mas pela necessidade do consumidor de entender e focar no que é prioridade e no valor gerado.

Cuidados com saúde e bem estar também tendem a estar mais presentes, assim como a permanência do receio com aglomerações, portanto, estabelecimentos como restaurantes, bares e cafés poderão se beneficiar caso adotem estratégias que caminhem no sentido de evitar concentração de pessoas, como o distanciamento entres as pessoas e fácil acesso a itens de higiene.

Nesse momento é importante se antever e se adaptar às novas perspectivas que surgem no novo mundo, somente dessa forma é que as organizações conseguirão passar por esse momento com o mínimo de impactos negativos. 

Carnaval 2021 no Brasil cancelado: como empresas estão lidando

A data festiva mais aguardada do Brasileiro foi cancelada ou adiada de acordo com cada cidade do país por conta da pandemia. Mesmo com vacina sendo aplicada gradativamente nos grupos de risco, o Brasil pode demorar um pouco para atingir a mínima aderência necessária para eventos com aglomerações. Comemorar o evento está, por enquanto, sem previsão no momento.

Financeiramente falando, o carnaval no Brasil é uma data em os cidadãos mais investem na folia, seja pra curtir na própria cidade onde mora ou para viajar e curtir em outras regiões: para se ter uma base, a Prefeitura de São Paulo informou que apenas na cidade da capital mais populosa do País, em 2020, o evento movimentou cerca de R$2,75 bilhões na economia da cidade, atraindo 15 milhões de pessoas pra folia. 

Enquanto isso, cidades como Recife, no Nordeste, onde não haverá carnaval este ano, prevê uma perda de cerca de R$500 milhões de reais, segundo Fernando Castilho, do Portal JC Negócios. Movimentações essas essenciais para que a saúde econômica do país e de cada região se mantenha ativamente saudável, gerando empregos e oportunidades.

O atual desafio vem sendo o de driblar a crise econômica, principalmente para empreendedores que contam com períodos como esse para manterem seu negócio e vem enfrentando desafios para manter seus negócios funcionando desde o início da pandemia. 

Uma das saídas de grandes companhias, como nos segmentos de viagem e hotelaria, por exemplo, ainda segue entre vender pacotes para grupos de poucas pessoas ou promovendo oportunidades e promoções para o segundo semestre deste ano com condições de remarcação e cancelamento maleáveis. 

Enquanto isso, o setor de eventos segue se adaptando a realidade de lives, gratuitas ou pagas, e adiando também para o segundo semestre o sonho de realizar eventos presenciais de maior volume. Para os demais segmentos que direta e indiretamente também estão sendo afetados, o desafio do momento é promover, produto ou serviço, que estimulem as pessoas a não se aglomerar, encontrando formas de entretenimento em casa (ainda que essa experiência já não seja mais tão atrativa assim). Vale lembrar que o estímulo à venda pela internet segue sendo a maior pioneira para promover negócios atualmente.

Novas tendências de consumo com o Pós-pandemia

Os hábitos das pessoas mudaram drasticamente por conta da pandemia, fazendo com que precisássemos nos adequar a uma série de restrições. Quando se fala na forma de consumir produtos e serviços não foi diferente. Os mais diversos segmentos tiveram que se adaptar por um longo período por conta da pandemia a ponto de mudanças temporárias se tornarem efetivas. Por isso, neste atual momento começa a surgir o questionamento: quais a novas tendências de consumo com o pós-pandemia?

No Brasil, como já dito aqui no blog, o primeiro grande padrão percebido foi a queda no número de vendas presenciais e o crescimento de 56,8% no faturamento de vendas por e-commerce, dado do Movimento Compre&Confie em parceria com a ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico). Esta é uma tendência que deve se manter para o futuro, visto que vários setores já se adaptaram para atender seus clientes de forma remota, como é o caso da educação, com transmissão de aulas ao vivo, o lazer, através lives de artistas, e também, o home office, modelo de trabalho em casa que veio para ficar. 

Outra importante tendência a se levar em conta é o consumo responsável e consciente, já que fatores como o financeiro fizeram com que as prioridades mudassem, colocando itens de necessidades básicas a frente e só depois, considerassem compras mais supérfluas, seguido do consumo sustentável, colocando à tona a relação de consumo responsável com sustentabilidade ambiental. Estes são apenas alguns dos pontos que fizeram dos consumidores ainda mais críticos na hora de adquirir um produto ou serviço. Para Corazza, professor da IBE conveniada à FGV, a marca que consegue escutar os problemas do seu consumidor e resolvê-los, consegue torná-los embaixadores fiéis.

Somado a isso, há outras tendências que valem a pena ter no radar:

 

  • E-commerces e comunicação digital continuam crescendo: se você faz parte, busque sempre melhorar suas estratégias. Se não faz, questione-se sobre o porquê. Uma oportunidade de alavancar o seu negócio pode estar sendo perdida.
  • Marca com propósito. Qual a sua? Não importa o seu segmento ou o que você faz. O propósito alinhado da sua marca, pode manter clientes e conquistar novos, e a pandemia reforçou isso.
  • Nem sempre é sobre preço. Valor e preço são termos parecidos, mas com propostas completamente diferentes. O preço importa, mas o valor de uma marca e o que ela faz para o mundo também tem igual ou maior relevância e clientes abraçam isto.

 

Nesse momento, é imprescindível para qualquer organização entender o perfil dos seus clientes e conseguir se adaptar às mudanças de mercado. Parece básico, mas isto pode ser o diferencial entre estagnar, ou mesmo perder chances de venda, e conseguir crescer o seu negócio de forma exponencial. Portanto, estude seu mercado, seus clientes e trace a melhor 

estratégia para conseguir atender às novas demandas dos consumidores. Afinal, cada cliente é único e principal responsável por manter o fluxo do seu negócio ativo.

Quer conhecer mais sobre clientes do seu projeto, principalmente no Brasil e na América Latina? Fale com a gente. Temos as ferramentas certas para catalisar as suas estratégias.