Posts

Covid-19: Brasileiros Pagariam por vacina?

Nesse momento, o mundo está numa verdadeira corrida para a produção da vacina contra o Coronavírus. Diversas são a frentes que estão realizando estudos e testes para que esse objetivo seja alcançado com segurança. Como exemplo, temos a vacina desenvolvida pela a universidade de Oxford em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Além dessa, outra também já está em fase final de teste, a vacina chinesa Sinovack Biotec que conta com a ajuda do instituto Butantan no Brasil. 

Segundo pesquisas, podemos dizer que estamos relativamente próximos da produção de uma vacina segura. O Instituto Ipsos realizou o estudo “Global Attitudes on a COVID-19 Vaccine”, com 27 países para o Fórum econômico mundial. Esse trabalho mostrou que a média global de pessoas que estariam dispostas a se imunizar é de 74%. O Brasil se posicionou nesse ranking em 2º lugar, junto com a Austrália, países nos quais 88% da população se mostrou disposta a tomar a vacina contra o Coronavírus.

A HSR Health também realizou uma pesquisa no Brasil, buscando entender o comportamento da população em relação da distribuição da imunização. Ao todo, foram entrevistadas 1509 pessoas, de todos os estados na faixa etária de 18 a 65 anos. O estudo mostrou que 67% preferem esperar o cronograma de vacinação do SUS (Sistema Único de Saúde – serviço público e gratuito no Brasil) e apenas 33% buscaria o acesso imediato em uma rede privada. Porém, em paralelo, apenas 38% dos entrevistados, acreditam que o SUS esteja preparado para atender a toda população, enquanto 64% enxergam as clínicas privadas como mais capazes. 

Mas temos a pergunta: o brasileiro pagaria por uma vacina contra a COVID-19? Essa mesma pesquisa mostra que sim! 80% da população não descarta a ideia de pagar entre R$50 a R$99 pela imunização. Dado muito interessante para cogitar desde já frentes de acesso e consumo. Todavia, para Bruno Mattos, diretor da HSR Health, por questão de hábito a procura por acesso à vacina no SUS, seria de 2/3 da população e apenas cerca de 33% de fato pagariam. Ainda assim, é de grande valia considerarmos a porcentagem de possíveis consumidores pagantes da vacina. Uma parcela significativa de mercado consumidor, neste momento, pode ser grande valia na hora de efetivar campanhas de promoção ao medicamento no país. 

Quando se trata em pesquisa no Brasil, sabia que nós da ABMR somos expert no segmento de pesquisas em Saúde? Mais de 50% de nossa carteira de clientes hoje são desse segmento. Isso significa que precisão de resultados, como conhecer no detalhe quem e onde estão os possíveis mercados consumidores no Brasil é uma realidade possível e tangível para nós. Por isso, se o seu projeto é nesta área, fale com a gente clicando aqui

Conte conosco como seu parceiro de projetos com condições especiais para você.

Crescimento do E-Commerce no Brasil durante a quarentena

O comportamento de consumo no mundo inteiro mudou devido aos efeitos da pandemia. Lojas fechadas e consumidores em quarentena, fizeram com que o E-Commerce se tornasse a forma mais segura de comprar produtos ou consumir alguns serviços sem precisar sair de casa. 

No Brasil, o mês de março foi quando os números do setor começaram a crescer, momento no qual a população passou a ficar de quarentena em suas residências para evitar a contaminação pelo Coronavírus. De acordo com o Fisco, esse crescimento foi de 20% se comparado com o mesmo período de 2019, e seguindo essa tendência, os meses posteriores também apresentaram crescimento bastante relevante, 17% em abril, 37% em maio e 73% em junho. 

Outro estudo realizado pela Conversion Consultoria, mostra que somente em maio, os principais sites de venda eletrônica do Brasil tiveram mais de 1 bilhão de visitas e os setores que mais cresceram no E-Commerce foram:

 

 

O setor que apresentou queda neste estudo foi, como se pode esperar, o de turismo, com 79,41% de queda em relação ao mesmo período de 2019. 

A SEMrush, líder mundial em marketing digital, realizou um levantamento dos sites mais acessados do Brasil e montou um ranking com os 12 que mais cresceram dentro do período de 1º janeiro até 30 de abril, e resultado foi o seguinte:

  • 1 – Amazon.com.br – 56,5%
  • 2 – Magazineluiza.com.br – 50,5%
  • 3 – Mercadolivre.com – 48%
  • 4 – Extra.com.br – 44,7%
  • 5 – Marisa.com.br – 42,6%
  • 6 – Dafiti.com.br – 38,7%
  • 7 – Americanas.com – 37,8%
  • 8 – Natura.com.br – 36%
  • 9 – Elo7.com.br – 35%
  • 10 – Submarino.com.br – 34,4%
  • 11 – Lojasrenner.com.br – 22,9%
  • 12 – Boticário.com.br – 21,7%

Apesar do comércio eletrônico ter crescido, é interessante observar que o comportamento de compra está diferente, pois o ticket médio por compra caiu em relação ao ano passado, com queda de cerca de 6%, o que representa um valor de aproximadamente R$395,80. No Brasil, os consumidores estão mais cautelosos e fazendo compras mais recorrentes de itens do dia a dia, em vez de compras de bens mais duráveis e de maior ticket.

Sendo hoje uma das únicas formas de comercialização de produtos, o E-Commerce tende a continuar crescendo, visto que cada vez mais empresas começam a vender online, assim como os consumidores criaram mais confiança e passaram a realizar compras pela internet. A pandemia continua a criar novos padrões que influenciam diretamente em como o mercado irá funcionar após o coronavírus.