Metaverso: o que podemos avaliar depois de seu hype no Brasil?

Nos últimos meses, o termo 'metaverso' se tornou popular, principalmente para quem está conectado nas redes. Para se ter uma ideia, no início de 2022 as buscas* sobre o tema cresceram em 100%. Se você não se lembra o que é, o metaverso é basicamente uma realidade virtual integrada à vida real, onde tanto o mundo real quanto um mundo imaginário pode ser replicado neste espaço através de dispositivos digitais, ou seja: você pode existir no digital tal qual no mundo real.

Após o Facebook mudar em 2021, o nome da companhia para Meta e investir demasiadamente nesta tendência, empresas de diversos segmentos não quiseram ficar de fora do hype e buscam estar presentes na época, cada qual com sua maneira. No Brasil, marcas** como Renner, Lacta e Itaú foram algumas que marcaram presença nesse ambiente com ações de encantamento e engajamento para seu público:

  • Renner: desfile de roupas digital que podia ser assistido com óculos de realidade virtual;

  • Lacta: criou uma loja virtual onde as pessoas podiam ter a experiência imersiva similar a uma loja física, com direito a compra e tendo uma alta taxa de conversão;

  • Itaú: marcaram presença nos servidores de GTA RP (Grand Theft Auto Roleplay), game onde personalidades como a Fernanda Montenegro estiveram presentes com a campanha #2022EmUmaPalavra.

Exemplos esses de meses atrás que hoje, quase no fim de 2022, nos fazem questionar sobre a aderência e acessibilidade desta ferramenta, pois afinal, o metaverso realmente está sendo usado por todos? 

Levando em consideração fatores sociais, econômicos e demográficos, nossa constatação aponta que a popularização da ferramenta se dá para um nicho específico de pessoas majoritariamente jovens com poder aquisitivo notório, pois internet de qualidade e equipamentos modernos são fatores determinantes para acessar o metaverso. Segundo pesquisa*** da Toluna, plataforma de pesquisas patrocinadas, apenas 20% dos brasileiros acessaram o metaverso até o presente momento, ao passo que 33% das pessoas que ainda não acessaram disseram que irão acessar com toda a certeza.

Quando falamos de investimentos dentro do metaverso, seja comprando "terrenos virtuais" ou adquirindo direitos sobre um item NTF (Token não fungível), vale salientar que este terreno não é algo consolidado ainda, tendo naturalmente seus riscos, tanto para o bem quanto para possíveis perdas.
Por isso tudo, podemos constatar que existe sim um caminho promissor para investir e estar presente no metaverso, todavia, levando em consideração nichos de mercado no qual há um perfil de público específico para acessar as incríveis novidades deste meio, até que a popularização seja também algo acessível para todas as pessoas no globo.


Fontes: *Google Trends; **Folha de São Paulo; ***Yahoo! Finanças; **** Economia SC

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