Felicidade no trabalho: um propulsor de resultados

É possível alcançar a felicidade no trabalho? Muitos estudos mostram que sim! E é por conta disso que as organizações estão correndo atrás de entender como deixar seus colaboradores mais felizes. Certamente não é uma tarefa fácil, visto que se trata de um sentimento que se manifesta de diferentes maneiras em cada pessoa, assim como é muito subjetivo para que possa ser mensurado.

Um estudo realizado pela Warwick University do Reino Unido, mostrou que colaboradores felizes podem ser até 20% mais produtivos que os não satisfeitos, além disso a taxa de turnover da organização tende a ser menor. 

Para a psicologia positiva, a felicidade pode ser alcançada com base em 5 fatores:

  1. Emoção positiva;
  2. Engajamento;
  3. Sentido de vida;
  4. Realização positiva;
  5. Relacionamentos positivos.

Através desses pontos é possível criar relações e rotinas saudáveis que irão permear não só o aspecto profissional, mas também o pessoal, fazendo com que o funcionário consiga alcançar um estado mais pleno de felicidade e não apenas uma ideia momentânea de alegria. 

Somado a isso, a ideia de propósito também está diretamente ligada ao alcance desse sentimento. Trabalhar por algo em que acredita e alcançar resultados positivos e que fazem sentido para o colaborador, impactam diretamente na sensação de bem estar do funcionário. Porém é importante ter cuidado, pois a ideia de propósito pode tornar o colaborador extremamente dependente do trabalho. Uma pesquisa realizada pelo historiador e sociólogo Richard Sennett, mostrou que indivíduos que enxergam seu empregador como uma importante fonte de significado pessoal, são os que mais sofrem quando são demitidos, perdendo não apenas o emprego, mas também a promessa de felicidade.

Algumas dicas podem ajudar as empresas na busca de explorar essa fonte natural de resultados que é a felicidade, entre elas está o retorno por resultados alcançados, seja um reconhecimento financeiro ou pessoal. Dar autonomia e empoderamento na realização das atividades e para tomar decisões. Dispor de um ambiente de trabalho leve e com trabalho em equipe. Propor desafios para os funcionários, visto que isso dá a sensação de crescimento e aprendizado. E por fim, mas também muito importante, mostrar ao funcionário a importância do equilíbrio entre a carreira e a vida pessoal. 

O último ponto citado, precisa de uma atenção especial, pois segundo a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho o número de afastamentos por motivos de esgotamento profissional, cresceu 114% em 2018 comparado ao ano anterior, número bastante preocupante. Para os pesquisadores Yerkes e Dodson, manter um certo nível de stress e pressão é benéfico para a produtividade, porém quando excesso, afeta diretamente os resultados e a felicidade do colaborador.

Portanto para que uma organização consiga ser bem sucedida em promover a felicidade do funcionário, é preciso ter senso crítico com a equipe, entender a realidade do cenário e, se necessário, agir com ações pensadas e planejadas a ponto de deixar claro que nem tudo é entretenimento e alegria, mas também não chegar ao ponto de gerar burn-out. Equilíbrio é o melhor remédio para o bem estar pessoal e resultado profissional.

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