Coronavirus e os impactos globais.

Conhecido popularmente como novo Coronavírus, essa doença vem preocupando autoridades e nações no mundo inteiro. Um surto que começou na China e tem se espalhado, causando uma série de problemas sociais e econômicos nos países afetados. Em apenas dois meses, os impactos do Coronavírus já podem ser sentidos a nível global.

No dia 31 de dezembro de 2019, autoridades chinesas relataram casos de doenças causadas por um novo tipo de Coronavírus, chamado pela comunidade científica de COVID-19. O surto de Coronavírus teve seu epicentro na cidade de Wuhan, província de Hubei, na República Popular da China. Ao todo, já foram registrados mais de 80 mil casos em cerca de 37 países e mais recentemente, no Brasil, com o primeiro caso confirmado no dia 2 de Fevereiro.


O número de mortos já chega a 2.7 mil, concentrados, principalmente, na China. Os países mais atingidos até o momento são Coréia do Sul, Irã e Itália. A Organização mundial da Saúde já declarou que o surto de Coronavírus se configura como uma emergência de saúde pública de importância internacional, a fim de aprimorar a coordenação e cooperação global para evitar a propagação do vírus.

O avanço da doença pelo mundo gera preocupações sobre os possíveis impactos que podem ser gerados na economia global, visto que a China, principal afetada, corresponde atualmente por 16% do PIB do mundo. O surto já representa um grande abalo na economia chinesa, pois fábricas e lojas têm fechado, além de regiões inteiras do país estarem em quarentena, fazendo com que os cidadãos sequer saiam de suas casas, com medo da infecção. Esse surto viral vêm interferindo diretamente na produção e consumo do país.

Com o impacto na cadeia de produção chinesa, os principais parceiros comerciais do país também estão sendo afetados, além das cadeias de suprimento. Segundo um relatório da Trendforce, a produção de smartphones em 2020 pode cair 12% se comparada com 2019. Isso por que a baixa produção chinesa afeta diretamente a disponibilidade de componentes eletrônicos necessários para a fabricação dos produtos. Outros tipos de eletrônicos também poderão ser afetados, como TVs, monitores, tablets e notebooks. Segundo a Câmara Americana do Comércio (AMCHAM), das 109 companhias do país e que possuem fábrica na China, 78% sofrem com a falta de pessoal, outras 48% informam que o fechamento de fábricas já afetou a cadeia global de fornecedores. As áreas mais afetadas pelo crescimento no número de infectados pelo novo Coronavírus, são turismo, tecnologia, eletrônicos e de automóveis. A economia chinesa deve retrair cerca de 0.4 pontos percentuais, caindo de 6%, como previa a última estimativa de crescimento, para 5,6%, dados esses estimados pelo FMI.

Tentando barrar essa retração, além das medidas de combate ao vírus, a potência asiática também tem aplicado a sua atuação no mercado, buscando impulsionar a recuperação. Cortes nas taxas de médio prazo foram anunciadas pelo banco central chinês. Diferentes das últimas epidemias, o governo chinês conseguiu ser mais ágil, tomando medidas mais rigorosas para evitar uma maior propagação do Coronavírus, aplicando uma quarentena generalizada, feriados nacionais estendidos, além de restringir viagens à pelos menos 20 províncias. Para Kristalina Georgieva, Diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), a cooperação global é imprescindível para a contenção do vírus e seus impactos econômicos, principalmente se o surto persistir e disseminar para ainda mais países.


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