Gamificação nas organizações: fique por dentro dessa tendência.

Em busca de melhorar a produtividade e engajamento das equipes de trabalho, as organizações estão sempre na busca de novas estratégias e metodologias que tragam bons resultados tanto para si, como para os funcionários. É nesta realidade que surge a gamificação, que consiste em misturar elementos dos jogos em outros contextos, como a rotina de trabalho, através de metas, desafios, competição e recompensas.

Diversos são os benefícios observados para a aplicação dessa metodologia, dentre elas podemos citar: engajamento, melhoria de produtividade, competição e cooperação entre os colaboradores. Segundo Daniéli Closs, do blog Endomarketing.tv, a técnica pode gerar mudanças positivas no comportamento dos funcionários, como persistências para alcançar as metas estabelecidas; otimismo de que será possível chegar aos resultados e receber a recompensa. E sentimento de equipe, pois para superar alguns desafios é necessário contar com todo o time.

Muitas estratégias de gamificação estão baseadas em estabelecer metas, que são como as fases de um jogo, onde para cada uma que é alcançada, há um benefício para o colaborador. Um exemplo bem simples, é montar um grid de corrida na parede da sala e dedicar um “veículo” para cada vendedor e à medida que eles realizam as vendas, o carrinho anda um pouco até que chegue na linha chegada, representada pela meta final. E assim como qualquer corrida é necessário ter um “troféu” ao alcançar os resultados esperados.

Há ainda, organizações que vão além, utilizando a gamificação não só para a equipe, mas também com os clientes, buscando melhorar o engajamento coma marca, assim como as vendas. Em exemplo disso é o Burger King, que no período da pandemia, buscando fazer com que as pessoas mantivessem a quarentena, criou uma ação muito interessante no Brasil. Os usuários do aplicativo deveriam ficar em casa, mantendo a localização do seu smartphone ativa, e assim, quanto mais tempo obedecendo ao isolamento social, mais recompensas os usuários poderiam desbloquear gratuitamente em produtos, como batata frita, hambúrgueres e sorvete.

Olhando para o mercado, fica claro que a gamificação pode trazer ótimos resultados desde que seja implementada da forma correta, com metas alcançáveis e prêmios que motivem o time a buscá-los. As maiores empresas do mundo como Google, Nike, Starbucks e Microsoft fazem uso de estratégias baseadas em jogos, dessa forma conseguem alcançar objetivos para a companhia e com clientes. Vale a pena estudar sobre, se engajar na criatividade para entender como aplicá-la dentro da realidade da sua empresa.

Crescimento do E-Commerce no Brasil durante a quarentena.

O comportamento de consumo no mundo inteiro mudou devido aos efeitos da pandemia. Lojas fechadas e consumidores em quarentena, fizeram com que o E-Commerce se tornasse a forma mais segura de comprar produtos ou consumir alguns serviços sem precisar sair de casa. 

No Brasil, o mês de março foi quando os números do setor começaram a crescer, momento no qual a população passou a ficar de quarentena em suas residências para evitar a contaminação pelo Coronavírus. De acordo com o Fisco, esse crescimento foi de 20% se comparado com o mesmo período de 2019, e seguindo essa tendência, os meses posteriores também apresentaram crescimento bastante relevante, 17% em abril, 37% em maio e 73% em junho. 

Outro estudo realizado pela Conversion Consultoria, mostra que somente em maio, os principais sites de venda eletrônica do Brasil tiveram mais de 1 bilhão de visitas e os setores que mais cresceram no E-Commerce foram:

 

 

O setor que apresentou queda neste estudo foi, como se pode esperar, o de turismo, com 79,41% de queda em relação ao mesmo período de 2019. 

A SEMrush, líder mundial em marketing digital, realizou um levantamento dos sites mais acessados do Brasil e montou um ranking com os 12 que mais cresceram dentro do período de 1º janeiro até 30 de abril, e resultado foi o seguinte:

  • 1 – Amazon.com.br – 56,5%
  • 2 – Magazineluiza.com.br – 50,5%
  • 3 – Mercadolivre.com – 48%
  • 4 – Extra.com.br – 44,7%
  • 5 – Marisa.com.br – 42,6%
  • 6 – Dafiti.com.br – 38,7%
  • 7 – Americanas.com – 37,8%
  • 8 – Natura.com.br – 36%
  • 9 – Elo7.com.br – 35%
  • 10 – Submarino.com.br – 34,4%
  • 11 – Lojasrenner.com.br – 22,9%
  • 12 – Boticário.com.br – 21,7%

Apesar do comércio eletrônico ter crescido, é interessante observar que o comportamento de compra está diferente, pois o ticket médio por compra caiu em relação ao ano passado, com queda de cerca de 6%, o que representa um valor de aproximadamente R$395,80. No Brasil, os consumidores estão mais cautelosos e fazendo compras mais recorrentes de itens do dia a dia, em vez de compras de bens mais duráveis e de maior ticket.

Sendo hoje uma das únicas formas de comercialização de produtos, o E-Commerce tende a continuar crescendo, visto que cada vez mais empresas começam a vender online, assim como os consumidores criaram mais confiança e passaram a realizar compras pela internet. A pandemia continua a criar novos padrões que influenciam diretamente em como o mercado irá funcionar após o coronavírus.

O que uma empresa pode (e deve) fazer para combater o racismo?

Nas últimas semanas, o mundo inteiro foi impactado com uma série de manifestações que tinham como pauta a luta contra o racismo. Tais eventos foram desencadeados após a morte de George Floyd, homem negro que morreu sufocado por um policial branco nos Estados Unidos. Nas redes sociais, hashtags com #BlackLivesMatter e #BlackOutTuesday tomaram o topo dos assuntos relevantes e fizeram com que diversas empresas e marcas se posicionassem sobre o assunto. Isso trouxe um questionamento: será que as organizações possuem, de fato, ações e responsabilidade com as questões raciais e que vão além de um post na rede social levantando uma bandeira efêmera?

Dados de diversas pesquisas mostram o óbvio: ainda há um abismo de segregação racial nas relações de trabalho. Segundo o Instituto Ethos, os negros só ocupam apenas 6,3% dos cargos de gerência e 4,7% do quadro de executivos das 500 melhores empresas do Brasil. Esse número piora quando destacamos as mulheres negras, que possuem um número ainda menos expressivo, no qual somente 1,6% são gerentes e 0,4 são executivas.

Um outro estudo tenta entender o que precisa ser feito em nível de estado e de organização para que tamanha desigualdade possa diminuir. Eliane Conceição e Peter Spink, autores do artigo “Which foot first: diversity management and affirmative action in Brazilian business”, notam que a soma entre a falta de ações do estado e a inexistência de práticas de gestão da diversidade nas organizações, reforça a disparidade racial nos postos de trabalho. Eles ressaltam ainda que o melhor caminho é que o estado se posicione através de ações afirmativas, obrigando as empresas a adotarem práticas de apoio a diversidade racial. Sem esse caminho, vai ser bastante difícil de combater esse problema. No Brasil, como exemplo ainda se carrega uma carga demasiada de contraste social por raça desde a época da escravidão, além de uma forte descrença da parcela da população que o racismo não existe.

Por isso que só entrar na onda de um movimento, por mais importante que ele seja, não é o suficiente. Publicar um post com uma hashtag levantando uma causa, sem que sua marca ou você como indivíduo tenha propriedade o suficiente sobre o assunto, necessário para debater sobre o por que de movimentos como este são importantes, é levantar uma bandeira de aparências. Falar sobre racismo é necessário e que precisa ser discutido, abordado e orientado dentro das companhias, com os colaboradores e com profundidade, para que atos racistas deixem de ocorrer como uma infeliz situação comum.

E como começar a falar sobre? Quem fala? Por onde começar? Todos com voz ativa podem (e devem) ser líderes de pautas sobre diversidade e inclusão. Dentro da estrutura das companhias, é papel, principalmente, de líderes, do RH e sócios, serem ativos ao abraçar essas causas e trazerem essas pautas para agregar valor com informações relevantes. Palestras, convidados importante e com propriedade sobre causa, rodas de conversa, pesquisas internas, campanhas de engajamento a informação e propagação na quebra do ciclo do preconceito estrutural. Os caminhos para cada um fazer sua parte são os mais diversos possíveis.

Ainda há um longo caminho a ser percorrido para que possamos dizer que há igualdade racial no mercado de trabalho. Se torna imprescindível, principalmente nesse momento, que as organizações reflitam sobre ações e que deem voz e espaço às pessoas negras e que deixe de ser apenas um discurso bonito.

Home Office pós pandemia: o novo desafio das empresas

A pandemia obrigou o mercado de trabalho a adotar novos modelos para as empresas continuarem operando. Um desses modelos é o home office. Não é exatamente novo, pois esse movimento já existia e já era aplicado por várias organizações, todavia, ainda é um grande desafio para muitas organizações que resolveram aplicá-lo pela primeira vez nesse momento.

Segundo o Centro de Estudos de Teletrabalho e Alternativas de Trabalho Flexível – CETEL, em 2018 havia cerca de 10 milhões de brasileiros trabalhando via home office,  número bastante subestimado, pois várias empresas não formalizam esse modelo de trabalho. Para o período após pandemia, o Coordenador do MBA de marketing Digital da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Miceli, estima que essa modalidade possa crescer cerca de 30%, visto que muitas empresas que o adotaram perceberam os benefícios como maior produtividade e economia com transporte, além dos próprios funcionários  também terem visto o lado positivo do teletrabalho, como a convivência com a família, organização e flexibilização do horário e a comodidade.

Um estudo realizado com 705 profissionais pela Fundação Dom Cabral em parceria com a Grant Thornton, 54% dos entrevistados irão negociar com a gestão a possibilidade de continuar em home office. Os números alcançados mostram que há uma concordância entre funcionário e empresas sobre os resultados que este modelo pode trazer. Porém, a pesquisa também levanta os desafios da aplicação do teletrabalho sem um planejamento prévio, por exemplo, problemas de infraestrutura e tecnologia, no qual o funcionário não dispões em casa, assim como uma liderança ainda não preparada para lidar com essas mudanças, que representa cerca 2/3 das respostas dos entrevistados, além da segurança da informação, que preocupa cerca de 54% funcionários que participaram da pesquisa. 

Fica bem claro que aplicar um novo modelo de trabalho pode ter uma série de resultados positivos, tal qual desafios. No momento pós pandemia, cabe aos Gestores de Companhias analisar todos os alcançados com o home office e avaliar se faz sentido mantê-lo, e como fazê-lo de forma organizada. Como afirma Tawan Pimentel, gestor da Home Office Management, “Não é algo binário. Ou está na empresa, ou está em casa. A maior parte dos clientes que a gente atende implementa uma ou duas vezes por semana”. Portanto, é importante entender os funcionários e dar pequenos passos para que os resultados desse processo sejam benéficos a longo prazo, visando a qualidade de vida e produtividade, para todas as frentes envolvidas.

Felicidade no trabalho: um propulsor de resultados.

É possível alcançar a felicidade no trabalho? Muitos estudos mostram que sim! E é por conta disso que as organizações estão correndo atrás de entender como deixar seus colaboradores mais felizes. Certamente não é uma tarefa fácil, visto que se trata de um sentimento que se manifesta de diferentes maneiras em cada pessoa, assim como é muito subjetivo para que possa ser mensurado.

Um estudo realizado pela Warwick University do Reino Unido, mostrou que colaboradores felizes podem ser até 20% mais produtivos que os não satisfeitos, além disso a taxa de turnover da organização tende a ser menor. 

Para a psicologia positiva, a felicidade pode ser alcançada com base em 5 fatores:

  1. Emoção positiva;
  2. Engajamento;
  3. Sentido de vida;
  4. Realização positiva;
  5. Relacionamentos positivos.

Através desses pontos é possível criar relações e rotinas saudáveis que irão permear não só o aspecto profissional, mas também o pessoal, fazendo com que o funcionário consiga alcançar um estado mais pleno de felicidade e não apenas uma ideia momentânea de alegria. 

Somado a isso, a ideia de propósito também está diretamente ligada ao alcance desse sentimento. Trabalhar por algo em que acredita e alcançar resultados positivos e que fazem sentido para o colaborador, impactam diretamente na sensação de bem estar do funcionário. Porém é importante ter cuidado, pois a ideia de propósito pode tornar o colaborador extremamente dependente do trabalho. Uma pesquisa realizada pelo historiador e sociólogo Richard Sennett, mostrou que indivíduos que enxergam seu empregador como uma importante fonte de significado pessoal, são os que mais sofrem quando são demitidos, perdendo não apenas o emprego, mas também a promessa de felicidade.

Algumas dicas podem ajudar as empresas na busca de explorar essa fonte natural de resultados que é a felicidade, entre elas está o retorno por resultados alcançados, seja um reconhecimento financeiro ou pessoal. Dar autonomia e empoderamento na realização das atividades e para tomar decisões. Dispor de um ambiente de trabalho leve e com trabalho em equipe. Propor desafios para os funcionários, visto que isso dá a sensação de crescimento e aprendizado. E por fim, mas também muito importante, mostrar ao funcionário a importância do equilíbrio entre a carreira e a vida pessoal. 

O último ponto citado, precisa de uma atenção especial, pois segundo a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho o número de afastamentos por motivos de esgotamento profissional, cresceu 114% em 2018 comparado ao ano anterior, número bastante preocupante. Para os pesquisadores Yerkes e Dodson, manter um certo nível de stress e pressão é benéfico para a produtividade, porém quando excesso, afeta diretamente os resultados e a felicidade do colaborador.

Portanto para que uma organização consiga ser bem sucedida em promover a felicidade do funcionário, é preciso ter senso crítico com a equipe, entender a realidade do cenário e, se necessário, agir com ações pensadas e planejadas a ponto de deixar claro que nem tudo é entretenimento e alegria, mas também não chegar ao ponto de gerar burn-out. Equilíbrio é o melhor remédio para o bem estar pessoal e resultado profissional.

Solidariedade é a nova marca

Em meio a pandemia do coronavírus, vivemos um momento bastante complicado formado por isolamento social, com o comércio fechado ocasionando uma crise social e econômica global. É nesse cenário que ações de solidariedade vêm surgindo na busca de reduzir os efeitos negativos que foram trazidos pela COVID-19, não só para empresas, mas também para a população. Organizações como AMBEV, O Boticário entram nessa corrente de solidariedade auxiliando na produção de artigos importantes para o combate à doença como o álcool em gel, destinados aos hospitais públicos que sofrem com a falta de materiais e equipamento. O Ifood também busca auxiliar os pequenos restaurantes e entregadores, categoria de empreendimentos mais afetados pelo isolamento social. A companhia anunciou um fundo de auxílio de cerca de 50 milhões de reais. O Brasil conta hoje com cerca de 5 milhões de empresas varejistas, em sua maioria o faturamento chega até no máximo 5 milhões. Dessa quantidade de empresas, apenas 1% vendem seus produtos digitalmente. Nesse contexto a Magalu criou o projeto “Parceiro Magalu”, focado em ajudar os micros e pequenos empreendedores, além dos profissionais autônomos, a manter seus negócios funcionando. Segundo uma pesquisa elaborada pela Rede Brasil do Pacto Global, iniciativa de sustentabilidade corporativa da Organização das Nações Unidas (ONU), o atual momento gera uma pressão diferente nas empresas “As companhias têm de agir com cidadania empresarial para a continuidade dos negócios e da economia como um todo”. Ainda segundo essa pesquisa, a pandemia despertou um sentimento de comunidade que a muito tempo não era vista, a última vez que uma onda de solidariedade como essa foi registrada, foi no pós-segunda guerra mundial. Essas ações não são promovidas apenas por grandes organizações, diversas são as ações que vêm surgindo através de pequenos negócios e até das próprias pessoas que auxiliam na produção de máscaras e outros equipamentos de proteção, além da coleta e distribuição de alimento para a população mais pobre que sofrem com desemprego ou perda de parte de seus salários. E você? Já está fazendo parte dessa onda solidária? Como ações de solidariedade suas podem ser benéficas para a sociedade e para a sua marca? São momentos como esse em que podemos ver o potencial que existe nas pessoas e nas organizações, em fazer o bem e ajudar o próximo.

COVID-19: Como mercados se reinventam em meio a pandemia

Com o avanço do Coronavírus pelo mundo a crise econômica está cada vez mais clara. Diversos órgãos como a OPEP e o FMI já preveem a retração econômica, e em meio a esse cenário, os negócios de pequeno e médio portes estão sendo bastante afetados, pois as medidas de isolamentos social afetam diretamente no fluxo de clientes e volume de vendas desses empreendimentos. Para Ênio Pinto, Gerente de Relacionamento com Cliente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), a crise pode ser uma oportunidade para o empreendedor buscar inovar em seus negócios, trazendo desenvolvimento e profissionalização.

É nesse contexto que Lucas Leite, consultor CEO da Vende Muito Brasil, afirma que esse é o momento que os negócios possam se digitalizar e aumentar as vendas mesmo em frente à pandemia de Coronavírus. Para ele, “em toda crise, uns choram e outros vendem lenços. Com o online, estaremos do lado dos que vendem lenços e assim transformaremos a crise em oportunidade para sermos melhores, mais eficientes e muito mais digitais”.
Para isso, o consultor dá algumas dicas:
  • Não entre em pânico, pois nesse momento você precisa ser racional para conseguir direcionar esforços e recursos nas melhores oportunidades.
  • Busque meios para continuar trabalhando! Prestadores de serviço e profissionais liberais podem buscar meios para atender seus clientes no online, seja por videoconferência ou plataformas de cursos online
  • Invista nas redes sociais, pois essa é uma solução rápida e barata de você alcançar o seu cliente e demonstrar o seu produto. Fotos e vídeos no YouTube, Facebook, Instagram, com conteúdos relevantes nestas redes sociais, são uma boa maneira de encantar o cliente.
  • Facilite o pagamento do cliente, assim como o envio do produto, respeitando as medidas de segurança, claro. Forneça diversas opções para que ele finalize a compra, além de oferecer formas de entrega expressa.
Como prova de que os mercados digitais conquistam grande força, como era de se esperar, grande parte das empresas digitais estão conseguindo se sobressair frente a crise com a grande quantidade populacional em casa. A Netflix, um dos principais serviços de streaming atualmente, continuou a crescer alcançando um aumento de 5% em suas ações. Segundo David Miller, analista da Imperial Capital, o serviço ainda trará cerca de 7,5 milhões de novos assinantes, tendo em vista que a população mundial que ficar em casa necessita de meios para se entreter. Serviços de entrega também estão sendo beneficiados. Para o CEO da Uber, Dara Khosrowshahi, enquanto o negócio de transporte de pessoas irá passar por um período de declínio devido ao isolamento, o negócio de entregas, UberEats, cresce significativamente com o delivery de comida. Algumas outras marcas já estão passando por escassez de estoques com o aumento das compras online, como é o caso da Amazon. Ainda temos um crescimento acentuado na busca por ferramentas digitais para realizar conferências online e, nesse meio, quem está se destacando é o Zoom, que oferece serviços de reuniões vídeo, voz e webinar. A empresa viu seu tráfego saltar 47% em apenas um mês, além da receita que cresceu 78%, alcançando um total de 81.900 usuários no mundo inteiro. Em momentos de crise é que surgem inúmeras oportunidades de inovação, portanto, é extremamente importante analisar o seu negócio e ver quais as melhores soluções para que seja possível manter as vendas ou pelo menos reduzir ao máximo os impactos negativos. Seja racional, reflita sobre o seu mercado consumidor e pense como em meio a um momento delicado você consegue se sobressair e, ainda, contribuir para minimizar a atual situação.

Coronavirus e os impactos globais

Conhecido popularmente como novo Coronavírus, essa doença vem preocupando autoridades e nações no mundo inteiro. Um surto que começou na China e tem se espalhado, causando uma série de problemas sociais e econômicos nos países afetados. Em apenas dois meses, os impactos do Coronavírus já podem ser sentidos a nível global.

No dia 31 de dezembro de 2019, autoridades chinesas relataram casos de doenças causadas por um novo tipo de Coronavírus, chamado pela comunidade científica de COVID-19. O surto de Coronavírus teve seu epicentro na cidade de Wuhan, província de Hubei, na República Popular da China. Ao todo, já foram registrados mais de 80 mil casos em cerca de 37 países e mais recentemente, no Brasil, com o primeiro caso confirmado no dia 2 de Fevereiro.

O número de mortos já chega a 2.7 mil, concentrados, principalmente, na China. Os países mais atingidos até o momento são Coréia do Sul, Irã e Itália. A Organização mundial da Saúde já declarou que o surto de Coronavírus se configura como uma emergência de saúde pública de importância internacional, a fim de aprimorar a coordenação e cooperação global para evitar a propagação do vírus.

O avanço da doença pelo mundo gera preocupações sobre os possíveis impactos que podem ser gerados na economia global, visto que a China, principal afetada, corresponde atualmente por 16% do PIB do mundo. O surto já representa um grande abalo na economia chinesa, pois fábricas e lojas têm fechado, além de regiões inteiras do país estarem em quarentena, fazendo com que os cidadãos sequer saiam de suas casas, com medo da infecção. Esse surto viral vêm interferindo diretamente na produção e consumo do país.

Com o impacto na cadeia de produção chinesa, os principais parceiros comerciais do país também estão sendo afetados, além das cadeias de suprimento. Segundo um relatório da Trendforce, a produção de smartphones em 2020 pode cair 12% se comparada com 2019. Isso por que a baixa produção chinesa afeta diretamente a disponibilidade de componentes eletrônicos necessários para a fabricação dos produtos. Outros tipos de eletrônicos também poderão ser afetados, como TVs, monitores, tablets e notebooks. Segundo a Câmara Americana do Comércio (AMCHAM), das 109 companhias do país e que possuem fábrica na China, 78% sofrem com a falta de pessoal, outras 48% informam que o fechamento de fábricas já afetou a cadeia global de fornecedores. As áreas mais afetadas pelo crescimento no número de infectados pelo novo Coronavírus, são turismo, tecnologia, eletrônicos e de automóveis. A economia chinesa deve retrair cerca de 0.4 pontos percentuais, caindo de 6%, como previa a última estimativa de crescimento, para 5,6%, dados esses estimados pelo FMI.

Tentando barrar essa retração, além das medidas de combate ao vírus, a potência asiática também tem aplicado a sua atuação no mercado, buscando impulsionar a recuperação. Cortes nas taxas de médio prazo foram anunciadas pelo banco central chinês. Diferentes das últimas epidemias, o governo chinês conseguiu ser mais ágil, tomando medidas mais rigorosas para evitar uma maior propagação do Coronavírus, aplicando uma quarentena generalizada, feriados nacionais estendidos, além de restringir viagens à pelos menos 20 províncias. Para Kristalina Georgieva, Diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), a cooperação global é imprescindível para a contenção do vírus e seus impactos econômicos, principalmente se o surto persistir e disseminar para ainda mais países.

Perspectivas para o Agronegócio em 2020

O Agronegócio brasileiro representa atualmente cerca de 25% do PIB do nosso país e segundo as perspectivas apresentadas por órgãos de pesquisa, a tendência é que essa participação possa crescer em 2020. Alguns cenários são bastante favoráveis para a Agropecuária, como a alta na produção da Soja e o aumento na demanda de carnes.

Para a MBAgro Consultoria, a perspectiva é que 2020 seja um ano excepcional para o agronegócio, levando em consideração a alta no preço da soja, milho e carne no mercado externo. A Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) prevê um crescimento de 3% no PIB Agro se comparado com 2019. Há ainda quem seja mais otimista, como a Diretoria de Política e Estudos Macroeconômicos (DIMAC) do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que realizou um estudo junto ao IBGE e estima um aumento de 3,2% a 3,7%. De qualquer forma, é perceptível que há altas expectativas em relação ao desempenho do setor.

Alguns fatores podem propiciar esse ambiente de crescimento do Agronegócio brasileiro, entre eles está a guerra comercial entre os EUA e CHINA, que segundo Alexandre Mendonça da MBAgro Consultoria, essa situação “já magoou muito a agricultura americana”, razão pela qual houve um aumento a um nível recorde no endividamento dos produtores americanos. Nesse cenário, há espaço para que o Brasil se torne o maior produtor e exportador de soja do mundo, pois é esperada uma área plantada 2,6% maior que em 2019, totalizando uma safra de 121, 1 milhões de toneladas.

Outro importante fator que pode influenciar nos bons resultados do setor, é a Peste suína africana, que já reduziu pela metade o rebanho chinês e pode fazer com que o país asiático perca ainda cerca de 23 milhões de toneladas de carne suína em 2020, esse número representa 20% da produção mundial. Uma situação como essa, faz com que o mercado pressione cada vez mais os produtores de carne, aumentado a demanda e, portanto, elevando os preços. Logo, configura-se assim uma excelente oportunidade para a pecuária do Brasil.

Segundo o Ipea, um dos grandes riscos para o desempenho do setor é impacto do novo Coronavírus, pois tanto a Soja como as carnes são itens importantes quando falamos de exportação para a China. A Soja pode ser menos impactada, pois a colheita já foi iniciada e o PIB é contabilizado pelo volume colhido, já a carne pode receber um abalo mais significativo, dado a dinâmica maior de produção e as ações para a contenção do vírus, como quarentena de cidades inteiras, que geram dificuldades para manter os contêineres refrigerados nos portos chineses, assim como a circulação da mercadoria pelo país. As incertezas em relação ao mercado Asiático, podem influenciar diretamente na queda do preço desses itens que são a aposta para o crescimento do mercado brasileiro.

Ainda é incerto se os resultados alcançados pelo Agronegócio serão de fato positivos, pois ainda há uma série de incertezas no mercado que precisam ser dribladas, principalmente o Coronavírus que afeta diretamente um dos principais parceiros comerciais do Brasil. Portanto, é de suma importância acompanhar os movimentos do mercado interno e externo para conseguir antever problemas e oportunidades.

Escolha os produtos certos para valorizar o ponto de venda (PDV)

Você sabia que, no Brasil, o índice de decisão de compra chega a 85% no ponto de venda (PDV)? É o mais alto do mundo, segundo pesquisa realizada pela Point of Purchase Advertising Institute (POPAI Brasil), com 1.860 consumidores das principais capitais brasileiras.

Os números apenas comprovam a necessidade de valorização das estratégias de gerenciamento dos PDVs. E a escolha do mix de produtos, claro, exerce papel central nessa equação – que terá resultado positivo se o responsável pelo estabelecimento souber priorizar os itens corretos de seu portfólio.

Vários fatores são fundamentais na estruturação de um ponto de venda e dependerão em grande parte da área de atuação e do porte da empresa – pequeno, médio ou grande rede.

A estrutura do imóvel, aparência, iluminação e até odor são considerados fundamentais por muitos especialistas para a experiência dentro do PDV.

Há coerência nisso, já que os sentidos básicos (visão, olfato, tato, paladar e audição) também trabalham a favor do lojista. Consultora em varejo, a designer Mariana Giuliani pontua que, por exemplo, cores, iluminação, aromas e até mesmo a trilha sonora compõem fatores para melhorar a experiência na loja – e, assim, favorecer o consumo. Todos os detalhes têm de ser voltados para esse fim.

Nem é preciso ser expert em marketing para concordar que é mais fácil permanecer em um ambiente aconchegante do que em algum lugar que traga desconforto – seja pela música “que só o vendedor gosta”, diz Mariana, odor ou aspecto geral descuidado (piso sujo, produtos mal organizados, até mesmo consultores de vendas pouco treinados).

Outro ponto fundamental: a disposição dos produtos no PDV. Ao organizar seu estabelecimento, saiba qual é o seu carro-chefe e o efeito que ele pode ter no seu público-alvo.

Na determinação deste fator, o conhecimento do público potencial da região terá grande influência na determinação dos produtos que devem ser priorizados, e isso pode variar de um PDV para outro dentro de uma mesma rede.

Neste passo, uma análise do entorno da área de influência do seu PDV pode auxiliar muito na escolha dos produtos a serem expostos na vitrine ou locais de destaque das gôndolas, e até mesmo nas promoções dentro da loja.

O posicionamento dos itens determinará o fluxo do consumidor no ambiente e o que ele visualizará primeiro. Por essa lógica, vale dar destaque aos itens com maior efeito visual e, até mesmo, apelo de preço ou custo-benefício.

  • Produto principal na frente: assim, pode ser visto de fora;
  • Organizar por tipo ou marca;
  • Avisar sobre promoções: se não for anunciada a promoção, ninguém compra;
  • Agrupar produtos em cestas ou pilhas dão ideia de promoção, mesmo que o preço continue o mesmo;
  • Categorizar as gôndolas: produtos maiores ficam na parte de baixo e os pequenos, mais para cima. As gôndolas também devem ser flexíveis, para abrigarem itens de dimensões diferentes;
  • Itens na altura dos olhos do cliente: marcas premium ou com melhor margem de lucro;
  • Última dica, mas não menos importante: gôndolas vazias ou desorganizadas passam impressão de loja decadente.

Classificando seus PDVs de acordo com os critérios da segmentação geodemográfica, a gestão de mix de produtos, a disposição de gôndolas e as promoções ficam mais eficientes no PDV.

Fonte: Cognatis